Reflexão Pai
Para o meu Pai Quando penso no meu pai, lembro primeiro da infância e dos bons momentos que vivemos, pelo menos até certa idade, quando começamos a compreender melhor as coisas da vida. Ele não era uma pessoa má. Era um ser humano, como todos nós, cheio de imperfeições, carregando suas próprias dores, escolhas e limitações. Também teve um pai que não foi exatamente aquilo que talvez precisasse ter sido. Eram outros tempos, outras maneiras de viver e de educar. Meu pai tinha o vício do jogo. Muitas vezes queria mais e mais, sem perceber o quanto aquilo podia machucar e trazer consequências para a família. Naquela época, muitos homens acabaram destruindo suas famílias por causa do jogo. Alguns conseguiram mudar seus caminhos; outros não. Mas meu pai também tinha o seu jeito de nos ensinar. Quando eu e minhas irmãs fazíamos algo errado, ele nos corrigia, querendo que aprendêssemos a não repetir aquelas atitudes. Era querido por nós, embora também tenha nos feito passar por situações que n...