A Solidão
Na idade avançada, a solidão às vezes chega de mansinho, senta ao lado e faz mais barulho que qualquer multidão. A casa fica em silêncio, os dias parecem mais longos, e as lembranças se tornam companhias constantes. Não é apenas a ausência de pessoas, mas a ausência do toque, do olhar atento, de alguém que diga: “eu estou aqui com você”.
É nesse tempo que o carinho se torna remédio. Um abraço, muitas vezes, fala o que as palavras não conseguem. Ele aquece o coração cansado, acalma os medos escondidos e devolve, mesmo que por instantes, a certeza de pertencimento. O abraço diz: “você ainda é importante, você ainda é amado”.
Quem envelhece não precisa apenas de cuidados, precisa de afeto. Precisa sentir que sua história ainda tem valor, que sua presença ainda ilumina a vida de alguém.
Porque, no fim, o que sustenta a alma não é o tempo que passou, mas o amor que ainda chega… às vezes, na forma simples e poderosa de um abraço.
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