O Tempo de Sofhia
Em uma pequena cidade onde o sol se punha em cores vibrantes, havia uma jovem chamada Sofia. Seu coração era um laboratório de emoções, e suas memórias eram gravadas com cada risada, cada lágrima compartilhada. Sofhia e Lucas, seu apaixonado, haviam vivido um amor ardente, repleto de promessas e sonhos, mas a vida, com sua implacável passagem do tempo, trouxe mudanças que os separaram.
O que um dia foi um jardim florido transformou-se em sombra após a partida de Lucas. Sofia ficou presa em um ciclo de saudade e lembranças, desejando que o tempo voltasse, que a vida desse um jeito de trazê-lo de volta. À noite, quando o silêncio envolvia o mundo, Sua mente era preenchida com ecos do passado. Ela se perdia em devaneios, ouvindo a voz suave de Lucas, sentindo o calor de seu toque, que embora ausente, ainda habitava sua essência.
“Tempo, volta pra mim,” ela sussurrava para as estrelas, “quero sentir o que eu sentia.” A dor da perda estava presente, mas, nas entranhas de seu coração, uma pequena chama de esperança começou a brilhar. Em cada lembrança, Sofia encontrava migalhas do amor que uma vez nutriu sua alma.
Com o tempo, ela começou a perceber que o amor que vivera não havia desaparecido; ele apenas mudou de forma. Agora, em vez de estar ao seu lado, Lucas se tornara uma parte dela, uma lembrança valiosa e imortal. “Só mudou de lugar," ela refletia, "e nesse lugar, eu vou encontrar a força pra seguir.”
Nesta nova fase de sua vida, Sofia começou a transformar sua dor em arte. Pintar era sua forma de falar com Lucas, de expressar o que seu coração sentia. Cada pincelada era uma conversa silenciosa, um relato de amor e perda. Através de sua arte, ela começou a reviver a coragem de amar, mesmo na ausência dele. Decidiu que, se o tempo não voltasse, ao menos suas memórias permaneceriam vivas, como as cores vibrantes em suas telas.
Sofia participou de exposições, compartilhando suas obras com o mundo. E, enquanto outras pessoas admiravam suas pinturas, ela se sentia mais próxima de Lucas, como se ele estivesse ali, inspirando-a a cada passo. Aquela força recém-descoberta começou a abrir espaço em seu coração, uma coragem que lhe permitiu sonhar novamente.
E assim, na quietude da noite, com o brilho das estrelas como testemunhas, Sofia viu que o amor nunca morreu. Ele evoluiu, transformou-se e encontrou novos significados em seu ser. E, com um sorriso, ela proferiu um agradecimento ao tempo, que mesmo não voltando, lhe ensinou que a verdadeira essência do amor é eterna.
"Se o tempo não voltar, pelo menos a memória vai ficar", pensou, sentindo-se renovada. Com a alma aquecida por essas lembranças, Sofia sabia que o amor de Lucas sempre estaria com ela, guiando-a para um novo capítulo, cheio de vida, cor e, acima de tudo, amor.
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